Violência policial e tendências jornalísticas incharam as manifestações

Na noite de quinta-feira 13 de junho de 2013, a professora Maria Bernadete de Carvalho caminhava pela Rua da Consolação em direção à sua residência. Por coincidência, este era o trajeto da manifestação convocada pelo Movimento Passe Livre de São Paulo para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trêns urbanos. À cavaleira do fluxo da marcha, foi atingida no rosto por uma bala de borracha no lado esquerdo do rosto.

No ato do dia 17/6, a professora se juntou aos manifestantes. “Eu não estava envolvida, estava apenas passando pela rua e fui atingida. Agora faço questão de participar”, resumiu Carvalho quando caminhava sob pela avenida Juscelino Kubitschek.

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Profª Maria Bernadete de Carvalho: “Agora faço questão de participar”

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“Vem prá rua vem contra o aumento!” A marcha do busão vista por dentro

As manifestações contra o preço da passagem em São Paulo estão sendo convocadas pelo Movimento Passagem Livre nas redes sociais. Ele tem articulação com ações semelhantes em Porto Alegre, Goiânia, Natal, Florianópolis e Rio de Janeiro, mas o governo do estado de São Paulo, a prefeitura da capital, a Polícia Militar e a mídia burguesa estão apresentando todos os atos como vandalismo e desordem. Assim os movimentos sociais desta natureza podem ser qualificados como criminosos e os participantes estão sujeitos a severas penas. Este método é tradicionalmente usado no Brasil, seja em períodos ditatoriais ou nas aparentes épocas democráticas.

Como quase toda cobertura é feita a partir da visão do Estado e do seu preposto imediatamente envolvido, que é o Policial Militar, acompanhei a marcha do dia 11 de junho para verificar o que ocorre a partir de dentro da multidão, vendo o soldado de frente, com o rosto carregado de ódio atrás do escudo enxergado pelo cidadão. Continuar lendo