Napalm no Vale do Ribeira

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Documentos, destroços e relatos dos moradores contam uma história obscura da ditadura: em 1970 a FAB bombardeou região rural próxima a São Paulo com bombas incendiárias

Por Anne Vigna, Luciano Onça, Natalia Viana, Agência Pública de Jornalismo Investigativo Continuar lendo “Napalm no Vale do Ribeira”

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Marcha da Família edição 2014

Por mais que se tente relatar, a marcha foi muito autoexplicativa Como pesquisador da ditadura, não poderia me furtar a acompanhar in loco a versão 2014 da Marcha da Família com Deus, realizada neste sábado (22/3) em São Paulo. Em meio a faixas contra o comunismo, camisetas sugerindo o deputado Jair Bolsonaro como presidente e odes ao astrólogo orgânico e professor do grupo, Olavo de Carvalho, o encontro foi um festival de ilações e sofismas.

O encontro inicial, ironicamente em frente à Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, foi um show de horrores na escrita da História do Brasil a partir do que aquelas centenas de pessoas queriam que tivesse acontecido, ou talvez tenha mesmo ocorrido de acordo com seus pesadelos. Defenderam o golpe de 1964 como uma prevenção contra a proximidade de João Goulart com o comunismo, o que estaria acontecendo atualmente com o governo do PT e, portanto, demandaria uma intervenção militar, segundo o grupo, amparada na Constituição de 1988. Continuar lendo “Marcha da Família edição 2014”

Cadeia não é negócio e preso não é mercadoria!

Por Greg Andrade*

Com os últimos episódios ocorridos no sistema prisional maranhense, a problemática prisional foi novamente trazida à baila. Muito se falou e se escreveu acerca do caos prisional no Maranhão e no restante do País. Até porque prisões como a de Pedrinhas encontramos de leste a oeste do Brasil.

Confesso que como sou um curioso na temática, tudo que chegou às minhas mãos, li, reli e debati. Não foram poucas soluções mirabolantes, fantasiosas, imorais que pude vislumbrar. Li e ouvi comentários que iam desde a pena de morte, até o engodo que é a privatização dos presídios, e é neste particular viés que quero me enveredar. Continuar lendo “Cadeia não é negócio e preso não é mercadoria!”

Como obter acesso a informações públicas

Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas disponibiliza um modelo de requerimento em conformidade com o determinado pela Lei de Acesso a Informações, que entrou em vigor em maio do ano passado.

No modelo basta substituir os campos em azul pelos dados indicados e encaminhar ao Serviço de Informações ao Cidadão do órgão público ou ao setor do órgão que detém a informação. Continuar lendo “Como obter acesso a informações públicas”

Violência policial e tendências jornalísticas incharam as manifestações

Na noite de quinta-feira 13 de junho de 2013, a professora Maria Bernadete de Carvalho caminhava pela Rua da Consolação em direção à sua residência. Por coincidência, este era o trajeto da manifestação convocada pelo Movimento Passe Livre de São Paulo para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trêns urbanos. À cavaleira do fluxo da marcha, foi atingida no rosto por uma bala de borracha no lado esquerdo do rosto.

No ato do dia 17/6, a professora se juntou aos manifestantes. “Eu não estava envolvida, estava apenas passando pela rua e fui atingida. Agora faço questão de participar”, resumiu Carvalho quando caminhava sob pela avenida Juscelino Kubitschek.

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Profª Maria Bernadete de Carvalho: “Agora faço questão de participar”

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“Vem prá rua vem contra o aumento!” A marcha do busão vista por dentro

As manifestações contra o preço da passagem em São Paulo estão sendo convocadas pelo Movimento Passagem Livre nas redes sociais. Ele tem articulação com ações semelhantes em Porto Alegre, Goiânia, Natal, Florianópolis e Rio de Janeiro, mas o governo do estado de São Paulo, a prefeitura da capital, a Polícia Militar e a mídia burguesa estão apresentando todos os atos como vandalismo e desordem. Assim os movimentos sociais desta natureza podem ser qualificados como criminosos e os participantes estão sujeitos a severas penas. Este método é tradicionalmente usado no Brasil, seja em períodos ditatoriais ou nas aparentes épocas democráticas.

Como quase toda cobertura é feita a partir da visão do Estado e do seu preposto imediatamente envolvido, que é o Policial Militar, acompanhei a marcha do dia 11 de junho para verificar o que ocorre a partir de dentro da multidão, vendo o soldado de frente, com o rosto carregado de ódio atrás do escudo enxergado pelo cidadão. Continuar lendo ““Vem prá rua vem contra o aumento!” A marcha do busão vista por dentro”