CRB II – Realidade Sócio-Econômica e Política Brasileira

Por Marcello Simão Branco

Esta unidade curricular é oferecida em caráter obrigatório a três dos cinco cursos de graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de Osasco: Administração, Ciências Contábeis e Relações Internacionais.

Se em CRB I a ênfase é na história brasileira do ponto de vista político, CRB II dá uma continuidade ao abordar a história do país agora da perspectiva sócio-econômica. Como entender a formação da economia brasileira, com seu legado colonial, o desafio de viabilizar um mercado nacional, e a permanente concentração de renda que caracteriza o capitalismo desenvolvido entrte nós?

Estas são algumas das perguntas que permeiam esta unidade curricular, que procura responder inicialmente a relação entre capital e trabalho no Brasil pré-moderno, com a manutenção de uma economia agro-exportadora baseada num produto principal de , exportação e a transformação do mercado de trabalho que, ao longo do século XIX, se transforma de escravocrata para assalariado, até a abolição de 1888.

O que podemos chamar de Brasil moderno se inicia efetivamente a partir da década de 1930, com a centralização política autoritária, a industrialização e a cooptação corporativa dos seguimentos sócio-econômicos urbanos, a nascente burguesia e o trabalhador assalariado. Após Vargas, o país viverá um importante processo de crescimento econômico nos anos 1950, impulsionado por políticas econômicas de caráter desenvolvimentista – a maior marca do tipo de capistalismo praticado no país – até o fim dos anos 1970 – já sob o regime militar -, quando entrará numa profunda crise, em parte baseada no esgotamento deste processo desenvolvimentista, liderado pelo Estado.

Após a crise dos anos 1980, e com a implantação do Plano Real – já em democracia – o Brasil entrará no que poderíamos chamar no ciclo atual, que começa com um caráter mais liberal e recebe uma inflexão à esquerda, principalmente a partir do segundo mandato de Lula, de 2007 em diante. Esta nova realidade sócio-econômica, com a inflação controlada, mas ainda dependente de investimentos externos não impede os governos dos últimos 20 anos a implementar uma agenda relevante – ainda que gradativa – de enfrentamento do maior desafio brasileiro na redemocratização: a redução da desigualdade social no país. Politicas públicas constitucionalizadas e maior gasto público têm permitido uma alteração positiva deste quadro, ainda que não inteiramente de forma estrutural a distância entre ricos e pobres.

Desta forma CRB II investiga estas questões permanentes e contemporâneas à história sócio-econômica do país, através de uma perspectiva acadêmica plural e atualizada sobre os grandes problemas brasileiros.

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